segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ilusão

   Olhando aquela nossa velha foto quase sinto o cheiro do teu perfume no ar. Mulher, como era bom te amar! Todos aqueles momentos felizes que nós vivenciamos, por que não voltam mais? Quase chego a experimentar novamente o gosto do teu beijo quando fico a lembrar de ti. Como foi que tudo isso acabou? Onde foi parar tamanha perfeição que vivíamos?
   Ah, Valentina, será que eu que era cego demais e idealizei outra mulher em ti? Mulher tão perfeita que eras para mim, como poderia sumir assim sem nem pestanejar? Tu me deu as costas, foi embora e nunca mais olhou para trás. Tu me deixou completamente sem chão. Teus olhos me hipnotizaram, não me deixaram ver o que estava bem na minha frente.
   Já faz três anos. Mas será que tu ainda lembra de todas as juras? De todo o amor? Tenho certeza que enterrasse tudo que sobrou de nós e esquecesse. Então, mulher, me diz, de que valeu tudo isso, se hoje quando nos cruzamos na rua não passamos de meros estranhos? Foram anos inesquecíveis que acabaram queimados e levados como fumaça pelo vento para bem longe daqui.
    Como fui bobo de pensar que estarias aqui para sempre, comigo. Tão inocente, atraído pelos teus encantos, jamais imaginaria um dia te perder. Perdi. Tu escorregou por entre meus dedos e, antes que eu me desse conta, já não estavas mais aqui. Já faz três anos, Valentina, mas eu ainda não te esqueci, ainda estás marcada aqui, dentro de mim.

Nenhum comentário

Postar um comentário

© Last Resort
Maira Gall