quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Presença

Minha cama de solteiro parece gigante quando não estás nela. A falta que faz teu corpo colado no meu é imensa. A cama é grande para mim, e pequena demais para nós. Não só a cama, mas o quarto, a sala, tudo parece tão vazio e sem graça sem ti. Todos os lugares pelos quais passastes comigo ficam cinzas quando estou só. Tu iluminas meus dias, os aviva, dá cor. És meu sol e meu arco-íris. És meu porto seguro e o que me deixa nas nuvens. Sem ti fico incompleta. Sem ti não sou nada.
Só tu sabes como me deixar com um sorriso bobo estampado no rosto por um dia inteiro, sem sequer dizer uma palavra. Só o teu abraço é capaz de curar qualquer dor do mundo. Tu me conhece melhor do que eu mesma. Sabe dos meus anseios e dos meus medos, e também do que me faz feliz. Tu. Tu me fazes feliz, e tu sabes disso. Não me deixe, felicidade. <B

quarta-feira, 24 de julho de 2013

SobreVIVER

  Neste mundo onde as pessoas apenas sobrevivem ela aprendera a viver. Conseguira fazer o que poucos conseguem. Descobrira o segredo do universo. Aquela então era a chave para ser feliz. Viver. Passara dias de sua vida apenas existindo, sobrevivendo. Sempre cumprira seu dever com a sociedade, terminou o colégio, fez faculdade, estágios, tinha um emprego fixo. Mas sempre se sentia medíocre. Nem no colégio e nem na faculdade haviam lhe ensinado a viver, apenas a sobreviver, a aceitar o que lhe era imposto e pronto.
  Todavia, agora ela havia se desprendido daquela casca que lhe mantinha grudada no chão. Aprendera a voar. Aprendera a viver. Havia se desprendido do que lhe fazia acordar cedo para trabalhar e aturar o chefe chato. Conquistara sua liberdade, ganhara asas. Nem ela sabia que era capaz de voar, estava tão preocupada em sobreviver, que nunca havia tentado, e ao tentar, viu que era mais fácil do que jamais sonhara. Então ela voou. Voou por cima do Brasil inteiro -sempre quisera conhecer a cultura do seu país- e depois fez um tour pelo resto do mundo, para descobrir as belezas que haviam em todos os lugares. Belezas que já mais conheceria se não tivesse se desprendido de sua casca. Nunca estivera tão feliz. Nunca estivera tão viva.

domingo, 7 de julho de 2013

Irmã

Hoje me deu uma vontade insana de escrever. Fiquei com vontade de escrever sobre ti. Escrever pra ti. Fiquei com vontade de apenas escrever. E escrever sobre essa responsabilidade que eu impus à mim mesma há algum tempo. Uma responsabilidade que te envolve. Que me envolve. Nos envolve. E qual é essa responsabilidade? Por que eu me impus ela? Eu me coloquei na responsabilidade de te cuidar. Cuidar para tu não cair. Cuidar para tu não se machucar. Me coloquei na responsabilidade de te proteger. E te proteger de toda e qualquer coisa que pudesse te abalar. Aquele tipo de proteção que se for possível tu coloca a pessoa em teus braços e a envolve até que nada mais a atinja. Foi essa a responsabilidade que me impus. Por quê? Porque depois de quatro anos e meio eu posso dizer que tu é minha irmã. Tu foi além de tudo e de todos. Tu foi além da internet. Foi além da tela fria do computador. Eu te vi, eu te abracei, eu senti que tu era real. E hoje eu te amo de verdade, porque tu não é só mais uma amiga virtual que eu tive uma vez, tu é minha irmã. As horas no chat, telefone, sms e etc só comprovam isso. Toda a vez que tu estiveres triste eu estarei aqui pra tentar te fazer colocar um sorriso no rosto. Te darei conselhos. Te darei sermão. Te darei palavras bonitas. Te darei um abraço. Eu preciso te ver bem, preciso te fazer feliz. E como já disse algumas vezes para algumas pessoas importantes "Uma vez me prometeram um sol, me disseram que depois de toda tempestade aparece o sol e que fariam o possível para que me sol aparecesse", e agora eu te prometo um sol, e farei o que estiver ao meu alcance para que um dia ele brilhe no céu para ti. Eu te amo, amiga.

Amanda Plastina Xavier ♥ Since 10/12/2008

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tua

Pegou minha cintura e me puxou para si, encostei meus lábios nos teus e o mundo pareceu parar. Havia desejado esse momento por tanto tempo que quase não acreditava ser finalmente realidade. Seria mesmo verdade? Ou estaria eu sonhando contigo mais uma vez? Porque às vezes os sonhos que tenho contigo são tão reais que consigo te sentir ao meu lado. Mas dessa vez não, eu tinha certeza que estava acordada, que era real. Tu havia de fato retribuído o meu desejo, e com tanta paixão e ardor que nem sei por que esse momento havia demorado tanto pra se concretizar. As tuas mãos nas minhas costas me puxavam cada vez para mais perto de ti, se fosse possível eu o atravessaria. Nossa sincronia era tão perfeita que diria sermos um ser só naquele momento. Não conseguia pensar em mais nada além de em ti, dos teus lábios nos meus, do teu corpo colado com o meu, das tuas mãos que exploravam meu corpo e as minhas o teu. A cada toque do teu corpo no meu eu estremecia, arrepiava, era incrível o poder que tu exercias sobre mim naquele momento. Foi ali que me ganhastes de vez, logo no primeiro toque da tua mão na minha cintura, neste eu já havia tido a certeza de que te pertencia. Para sempre tua, era só o que eu queria ser. Ter teus melhores beijos, abraços e sexo. Queria te ter todo e por inteiro para mim, só para mim, e faria o impossível para que isso se concretizasse.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Para a menina com nome de flor

       Ela tem nome de flor, e é tão doce e meiga que poderia ser confundida facilmente com uma. Tem cabelos com um tom meio loiro-escuro, ou meio castanho-claro, compridos e sempre muito bem escovados, raramente presos, prefere que eles fiquem livres e esvoaçantes. Assim como uma flor sempre vive rodeada de abelhas e borboletas ela as tem na sua vida como seus amigos, está sempre com eles, e afirmaria que não são poucos, porque por mais que não conheça profundamente a menina com nome de flor, sei que é bastante simpática, e isso é algo que deve trazer muitas pessoas à sua volta.
       Completa no final de abril suas 19 primaveras, mas nunca perde seu espírito de menina. Eis que fico a me perguntar, é uma menina ou uma mulher? A idade me diz que já é deveras madura e pode ser classificada como uma mulher, mas sua ingenuidade e graça me mostram o contrario, é apenas uma menina.
       Ela está sempre a misturar português com inglês, espanhol, ou até francês vez ou outra, e poderia dizer que isso é quase que sua marca registrada, juntamente com seus longos cabelos e a charmosas pintinhas acima de seu belo sorriso.
       A menina com nome de flor já faz parte da minha vida há um ano, e certamente nos próximos três ainda fará. Será um prazer conviver com sua graciosidade, e espero que nesses anos que estão por vir possamos nos conhecer mais, e cada vez sermos mais unidas, eu, ela e o grupo carinhosamente apelidado de top5.


       Com carinho, para a aniversariante do dia 29/04.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Maria Alice

Via a pobreza na rua e ficava tristíssima. Quando chegava em casa, chorava e rezava. Todos os dias era a mesma coisa. Até que um dia ouviu uma voz a lhe dizer:

- Para de rezar, Maria Alice, e vai fazer alguma coisa para acabar com a pobreza nas ruas. Rezar não vai tirar pobre da miséria, não vai dar comida pra faminto, não vai fazer triste feliz.

Não era deus, não era voz divina, era apenas seu marido, que estava cansado de ouvi-la lamentar todas as noites antes de dormir.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Férias #2

Quando chegaram na praia não se surpreenderam com o que viram na água  Era uma banana boat, mas, e dai? Quem nunca havia visto uma?

Thomaz: Poxa gente, achei que vocês iam gostar da surpresa...

Diego: É legal, Thom, mas tem milhares iguais a essa por aqui.
T: Não uma que seja completante nossa, o dia todo e inteiramente de graça. Agora.ficou melhor?

Ao descobrirem que poderiam se divertir o dia todo e sem pagar nada, logo se animaram com a ideia.
Enquanto todos se reuniam para subir na banana boat, Thomaz chamou Melissa.

T: Mel, vem ca, eu tenho uma surpresa especial pra ti.
Mesmo receosa, Melissa foi ao seu encontro.
Melissa: O que foi, Thomaz?
T: Primeiro quero te pedir desculpa pelo tempo que passou.
M: Ta bem, tu já me disse isso, concordamos em ser amigos de novo, lembra?
T: E mesmo assim tu não é a mesma comigo.
M: Me dá um tempo, Thomaz!
T: Tá bem, Mel, desculpa. Mas, não foi por isso que eu te chamei, só queria antes saber se tava tudo bem entre a gente.
M: Ta sim, tu sabe que ta. Desde que outra pessoa apareceu na minha vida ficou muito bem.
T: É exatamente sobre isso que eu quero falar.
M: Ah não, Thom, por favor!
T: Calma, Mel, não é isso. Eu sei o quanto essa pessoa tem te feito bem, eu vi teu sorriso ao falar com ele no telefone esses dias.
M: E o que tu tem a ver com isso?
T: Vem comigo que eu te digo.
Dito isso Thomaz puxou Melissa pela mão e foram caminhando rua que dava ate a praça principal.

T: Sei que não fui a melhor pessoa contigo, então quis me redimir, e espero que dê certo quando tu ver a surpresa que te espera na praça.

Não, não podia ser! Thomaz não havia feito isso! Quando? Como? Não conseguia entender de que forma isso tinha acontecido bem debaixo do seu nariz sem que ela houvesse percebido. Sem conseguir conter sua felicidade Melissa exclama:

M: Elliot! O que... Thomaz! O que ele ta fazendo aqui?

T: Sei que tu não via ele fazia alguns meses, então resolvi trazer ele para te ver, como pedido de desculpas.

Abraçada em Elliot, Melissa não pode impedir que caíssem por seu rosto algumas lagrimas. Se ela havia perdoado Thomaz? Claro que sim! Trazer seu amor para encontrá-la era a melhor coisa que poderia fazer, e ele a havia feito. Não sabia se ficaria tudo bem após conversar com Elliot, mas se ele havia concordado em vir para a praia e vê la, algo bom ainda deveria existir.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A dor do amor

Essas três palavras retumbam na minha mente e eu me agarro nelas como alguém se agarra em seu último fiapo de vida, lutando para sobreviver. Quero poder ouvi-las para sempre, da tua boca. Hipócrita. Me sinto a maior hipócrita de todos os tempos. Falei mal milhares de vezes sobre pessoas que fazem exatamente o que me encontro fazendo... A gente sempre julga errado, até entender, até ser com a gente, até sentir. Cada um tem seus motivos. Eu tenho o meu, eu tenho a ti, eu quero continuar a te ter. Eu quero. Eu desejo. Eu almejo. Eu preciso. Eu te preciso. Te preciso como qualquer viciado precisa de uma droga. És minha droga. És meu vício. Eu lavo minha alma com as lágrimas que insistem em escorrer pelo meu rosto e cair sobre meu colo, fazendo arder as feridas resultantes da minha recaída depois de cinco anos de abstinência. E a cada palavra que digito, as outras três continuam ecoando em meus pensamentos. Eu te amo.
© Last Resort
Maira Gall