segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Será a morte a solução?

Postei esse texto no "E o ácido?" e agora vou passar ele pra cá.

Hoje venho com um textinho, uma reflexão, um pensamento muuuuito forte meu por esses tempos... Boa leitura!


  Seu peito doía, era uma dor quase insuportável  e as vezes nem quase, era de fato insuportável  Queria arrancar aquele sentimento de seu peito e atear fogo, não aguentava mais. Chorava todos os dias, quase não tinha mais lágrimas para derramar. Estava exausta. Queria mesmo se matar, já havia tentado algumas vezes, mas não havia obtido sucesso, seus amigos haviam a salvo. No calor do momento tinha dito à todos que os odiava por a terem salvo, que queria ter morrido, não queria mais estar ali e eles tinham estragado a vontade e a escolha dela. Todavia, eles sabiam que ela não falava a verdade, que, por mais que estivesse sofrendo agora, era forte o suficiente para enfrentar toda essa dor. Manuela era a que mais a apoiava, ia todos os dias à casa de Valentina para conversar e tentar diminuir sua dor. Talvez ela fosse o motivo por qual Valentina não tentava se matar há mais de 3 meses.
  "Suicidar-me irá solucionar todos os problemas" disse Valentina, pelo quarto dia seguido. E recebeu instantaneamente de Manuela um "Deixa de dizer bobagem, a pior coisa que tu pode fazer é isso! Será que não vais perceber nunca?". Dito isso resolveu ir para casa e deixar Valentina pensando sobre o assunto. Estava preocupada com a volta da insistência dela em se matar, temia que acontecesse de novo, e mais, temia que dessa vez ela conseguisse. Valentina tinha feito diversos planos para sua morte, mas não havia tido coragem o suficiente para executá-los ainda, não depois de tudo que Manuela vinha lhe dizendo nesses últimos dias. Por mais que achasse que sua morte seria melhor para todos, não podia deixar de concordar quando Manuela dizia que as pessoas sentiriam sua falta, ou que ao menos ela sentiria. Podia ter certeza que ninguém mais notaria sua morte, mas também não podia negar que Manuela se machucaria, pois era a única que não havia desistido dela.
  Ficou a tarde e a noite toda pensando nas palavras de Manuela, ouvindo ela dizer o quão egoísta era pensar em se matar de novo, que não bastava já ter tentado outras vezes? Não bastava ter feito sua família sofrer antes? E o pior, não se importava com o que ela, a pessoa que mais se importava com ela, iria sentir? O que ela queria não era se matar, causar problemas e dor para os outros, mas simplesmente sumir, nunca ter existido. Queria se livrar de toda a dor que tinha acumulado com o tempo, mas sem que gerasse consequências nas pessoas que ela -infelizmente- ainda amava. Manuela a fazia pensar se ainda valia a pena, se de fato morrer seria a solução de todos os problemas... Depois de tantas conversas, tantas palavras e tantos conselhos que Manuela havia lhe dado, Valentina já não tinha mais tanta certeza.


Espero que tenham gostado do texto e aproveitem para pensar no assunto também.
Ah, e um conselho para vocês: Tudo passa.
A morte nunca será a solução dos seus problemas, ou quem sabe, pode ser a solução dos TEUS problemas, mas irá criar diversos outros pros teus amigos, tua família, teu amor... E eu tenho certeza que por mais ferrada que esteja a tua vida, ela pode melhorar, basta ter força de vontade e acreditar. Por isso eu digo também: Confiem nos amigos de vocês, porque eles podem aliviar dores impressionantes, aquelas que a gente achava que eram impossíveis de passarem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

João Gostoso

Esta vida me consome,
já não sinto mais prazer
Almejo ter sentimentos,
algo para me comover

De hoje não passo,
hoje me despedirei
Vou ao bar e, na bebida,
minhas mágoas afogarei

Pela tarde passei na lagoa,
meu nome ela ficou a chamar
De noite irei ao seu encontro
e à sua água me entregar

Ao me encontrar com a água
"liberdade" eu gritarei
e depois de afundar
meu sonho realizarei.

Poema feito na aula de Estudos Literários 2, com a proposta de mudar o estilo do poema abaixo, de Manuel Bandeira:

Poema tirado de uma noticia de jornal 

João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número 
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro 
Bebeu 
Cantou 
Dançou 
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sorrisos

Sorrisos pequenos ou grandes. Sorrisos com aparelho fixo ou móvel. Sorrisos com dente de ouro ou com piercing no dente. Sorrisos de quem eu amo e sorrisos de quem sequer conheço. Sorrisos que de tão brancos chegam a brilhar na luz negra. Sorrisos dados após um beijo que chegam a te deixar trêmula. Sorrisos de amigos ou de familiares. Sorrisos que entorpecem. Sorrisos, apenas sorrisos.
Minha vida é feita de sorrisos, vivo para e por eles. Se não recebo ou dou ao menos um sorriso sincero por dia me sinto incompleta, não sou eu mesma. Posso às vezes parecer carrancuda, tanto que talvez não aparente, mas valorizo muito o ato de sorrir. Sou tão absurdamente apaixonada por esse simples gesto que só ele já faz com que eu ganhe meu dia.
Ouvi dizer que "O sorriso é a curva mais bela do corpo de uma pessoa" e concordo sem tirar nem por. Não importa de quem veio o sorriso, se da minha mãe, do meu pai, do meu irmão, do meu namorado, dos meus amigos ou do vendedor de rua. O que importa é a grandiosidade e a sinceridade do ato. Assim como podemos conhecer as pessoas pelos seus olhos, creio que podemos conhecê-las também por seus sorrisos. Um sorriso diz muito sobre a pessoa, mostra a sua essência. Então cuidem bem dos seus sorrisos, eles tem valor inestimável.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Justiça

  Como podemos nos entregar para outro ser humano por inteiros, corpo, alma e coração sem nem poder exigir algo em troca? "Não é justo!" pensou Valentina. Não é justo eu te amar e tu não me amar de volta. Não é justo que enquanto eu sofra, tu estejas sorrindo com outro alguém. Não é justo, apenas não é justo. Queria poder me livrar de ti para sempre, mas cada vez que penso na hipótese meu coração dispara, alardeando que não é o certo a se fazer. E fico eu nesse impasse, entre mente e coração, e é tão grande a minha dúvida que acabo por não fazer nada. Não luto para te ter, mas também não penso em te esquecer. Como pode ser possível achares que outra pessoa consiga te amar tanto quanto eu te amo? Logo eu, a pessoa que se entregou por inteira -corpo, alma, coração e talvez até a vida- para ti?

Possuir

Te tenho aqui comigo
num lugar desconhecido
Não sei se mente ou coração,
um espaço indefinido

Tão nobre é este te ter
que me entrego por inteira
Sou mais tua do que minha,
quase nem me pertenço mais

E nesse recíproco ter
escrevemos nossa história
para ter no futuro
algo para guardar na memória

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Existir

A aparência que Valentina havia adquirido nos últimos tempos era pavorosa, sombria. Estava cadavérica, as antes vermelhas maçãs do rosto estavam agora pálidas. Não comia mais, não dormia mais, não saía mais. Seus cabelos negros e compridos faziam sua pele parecer ainda mais branca. Os olhos haviam perdido o brilho e agora passavam os dias inchados, de tanto que chorava. Seu sorriso, antes alegre e cativante havia se transformado em uma carranca séria, ou muitas vezes sem expressão alguma. Nada mais lhe fazia sentido, nada mais lhe era importante, a não ser seus poucos amigos. Muitas vezes almejou que os poucos fossem nenhum, para assim então poder partir em paz, pois jamais conseguiria fazer algo que fosse magoá-los. Talvez uma parte dela tivesse de fato morrido e era por isso que ela vivia a se perguntar: "Devo eu continuar apenas existindo?"

domingo, 18 de novembro de 2012

Socos

A tua palavra
dói bem mais que a minha ação
Ela dói bem lá no fundo
do meu coração

Amor ou morte?

Ela quis morrer de amor
pois a disseram que continuaria vivendo
Pobre menina tola
achava saber onde estava se metendo
Entregou sua alma ao diabo,
mal sabia que estava, de fato, morrendo

"O inferno me parece bom", disse
Jamais admitiria que estava sofrendo
Queria parecer forte,
era uma pena que não estava mais nem parecendo
Então, no verão, junto com suas rimas,
a pobre menina tola, de amor acabou falecendo

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Lá por 1997

 Saudade do tempo em que tudo era fácil e que todo mundo se amava, ou pelo menos fingia muito bem... Uma imagem muito simples vem à minha mente enquanto digo isso. Um churrasco. Lá por 1997, ou algum ano perto, quando eu ainda era uma mini-Deds. Um projeto de churrasqueira no meio do mato, mesas e bancos em madeira rústica, pintados com tinta vermelha e branca, árvores, grama, mato, um projeto de mini-piscina ao lado do açude, onde todos se refrescavam. Vejo sorrisos, crianças correndo e brincando muito felizes -uma delas era eu- por todo aquele campo, conversas, pessoas felizes, comemorações por nada, alegria. Não são reais memórias minhas, mas de alguma fita cassete ou de fotos antigas que vi alguns anos depois.
 A casa não tinha muitos luxos, mas para nós era o suficiente para vivermos e sermos muito felizes naquele lugar. Então eu me pergunto, para onde foi toda essa felicidade? Onde foi que, no caminho, as coisas ficaram tão tortas e erradas a ponto das pessoas não se falarem mais? Não sorrirem mais? Não só no conjunto todo, mas nas pequenas unidades dele também.
 Agora se tem uma churrasqueira grande e bonita, mesas e bancos de verdade, uma grande piscina térmica, TV de muitas polegadas na sala, internet, dentre outros luxos. Ninguém mais usa o projeto de churrasqueira, os bancos e mesa de madeira rústica devem ter ido fora ou sido queimados, a mini-piscina está seca há anos, ninguém mais entra nos açudes. E a felicidade? Os sorrisos? As pessoas conversando e se amando sem motivos especiais? Acho que foram embora junto com os bancos de madeira ou com a água da piscina.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Férias #1

       Acordou, esfregou os olhos e arrumou o cabelo. Ainda se acostumando com a claridade pode ver que estava em um lugar onde nunca estivera antes. Pelo chaveiro em cima da mesa de cabeceira pode perceber que estava em um hotel, "Natural Mystic" estava escrito ao lado do desenho de um beija-flor em um hibisco, algo bem praiano, combinando com o que se lembrava da noite anterior. Teve certeza que ainda estava na praia quando colocou sua cabeça para fora da janela e enxergou a bela pria da Ferrugem. Sua cabeça doía e nada parecia fazer muito sentido. Como havia chegado ali? A pergunta não parava de ecoar nos pensamentos de Melissa. Ouviu o chuveiro ligar-se e rezou para que fosse alguém conhecido. Conforme foram passando os minutos, as memórias foram surgindo em sua mente.
       Lembrou-se quase perfeitamente do luau na praia, de ter entrado no mar com Cassie, Sophie e Alícia vestindo apenas roupa íntima, de ter corrido atrás de Diego e Matheus a areia e em seguida ter rolado nela com eles. Fora uma bela noite, pensou. Muita música, muitas risadas, e principalmente, muitas bebidas. Não lembrava ao certo como tinha ido parar naquele quarto, mas lembrava-se vagamente de ter ido até o hotel acompanhada de Diego, Cassie e Matheus. Esperava que um dos três saísse a qualquer momento daquele banheiro, mas não tinha certeza se gostaria de saber quem seria. Ao afundar a cabeça no travesseiro tentando afastar os pensamentos ruins, ouve uma voz, aquela voz.
?: Bom dia, Melissa
       Não, não, não, não! Não podia ser real! O que ele estava fazendo ali? Por que? Como? O que mais estava esquecendo? Queria que qualquer pessoa saísse daquele banheiro, um zumbi, o Papa, a Madonna, QUALQUER UM, menos ele!
M: T-thomaz?! O que tu tá fazendo aqui?! - Disse com a maior cara de espanto possível.
T: Calma Mel, não preisa ficar com essa cara de quem viu um fantasma! Eu não passei a noite aqui, tava no quarto da Clarissa e da Nathalia ali do lado, mas elas me expulsaram pra se arrumar, tomar banho e toda aquela coisa chata de mulher... Então eu vim pro quarto do Matheus incomodar ele e aproveitei pra tomar banho... Jamais ia imaginar que tu ia estar aqui
M: Nem eu... Onde tá o Matheus ein? E porque eu não to no meu quarto com a Cassie? Quando acordei nem lembrava que hotel a gente tinha escolhido pra passar as férias, fiquei super deslocada... O que a gente bebeu ontem hein?!
T: Vish, de tudo um pouco, eu acho... Bom, digamos que o teu quarto tava indisponível pra ti porque o Diego foi passar a noite lá... Se é que tu me entende... Então o Matheus te trouxe para o quarto deles...E agora ele foi tomar café da manhã, se quiser ir encontrar ele.. Eu acho que vou ficar por aqui esperando as gurias...
M: É, acho que vou preciso esclarecer algumas coisas na minha mente...
       Arrumou rapidamente os cabelos em um coque e rumou para o salão onde serviam o café. Chegando lá encontrou Matheus sentado sozinho em uma mesa na rua, fumando um cigarro e tomando um café. Sentou-se na cadeira ao lado, envergonhada e esperou que ele começasse a conversa.
M: Bom dia, Mel, dormiu bem?
M: Er... Dormi...
M: Tá tudo bem? Tu parece meio estranha...
M: T-tá... Digo... Math, eu não lembro nada depois de chegar no hotel... Tu poderia refrescar minha memória? O Thom me disse que não pude ir pro meu quarto por causa do Diego...
M: Ah, o Thomaz! Desculpa, eu ia te acordar e dizer que ele ia ficar por lá, mas tu parecia estar sonhando, que fiquei até com pena de te acordar...
       Melissa bufou.
M: É, podia ter me acordado né? Tu sabe bem como é a minha relação com ele! Não imagina o susto que eu levei quando vi ele saindo do banheiro.
M: Sério Mel, foi mal. E sobre ontem... Bem... Tu não lembra de nada mesmo?
M: Lembro de estar vindo para o hotel, lembro da gente na recepção pegando as chaves e depois lembro de me atirar em alguma cama, mais nada.
       Matheus olhou para o café, hesitando alguns instantes antes de responder, ainda sem olhar nos olhos de Melissa.
M: Então... Mel... A gente chegou no quarto, e sim, tu te atirou na cama, muito bêbada... Logo em seguida eu me atirei junto... E digamos que tu tava bem afim... Como eu também estava meio alto... Não neguei né...
       Melissa passou de branco papel para vermelho pimentão em questão de segundos, não sabia se corria para longe ou se enfiava embaixo da mesa.
M: S-sério?!
       Ao ver a expressão incrédula de Melissa, Matheus caiu na gargalhada e revelou a verdade.
M: Não Mel, a gente deitou, ficou conversando por um tempo e depois caiu no sono, podres. Relaxa.
M: Matheus! Que ódio! Não faz mais isso comigo! Juro que se tu fizer isso de novo alguma vez, vais perder a amiga!
M: Sério, tu precisava ver a tua cara! Capaz que eu ia fazer algo contigo naquele estado né? Antes de tudo eu sou teu amigo, não faria algo contigo que tu fosse te arrepender depois.
M: Obrigada... Não sei o que faria se fosse verdade...
       Seguiram conversando até que aos poucos todos os outros foram juntando-se à eles. Cassie, Diego, Clarissa, Nathalia, Thomaz, Alícia, Rafael e até Sophie, junto com seu ex-atual-namorado-de-novo. Depois de terminarem o café, Thomaz, como sempre o mais exibido da turma anunciou:
T: Aí, gente, vão todos se arrumar, em trajes de banho de preferência, encontro vocês em meia hora na frente do hotel. Tenho uma surpresa pra vocês na praia.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sofá de bar

Se eu falasse poderia contar várias histórias para vocês, todas que eu presenciei. Minha memória é boa, me lembro de cada detalhe e principalmente de cada mancha e cada queimadura que me fizeram pois tudo isso agora faz parte de mim, parte da minha história. Várias bundas passaram por mim, deixando um pouco de si, levando um pouco de mim. Mulheres, homens, cachorros, separados ou juntos, deixaram muita coisa para contar. Presenciei primeiros goles, primeiros porres, primeiros beijos, primeiras tragadas, várias primeiras vezes de coisas diferentes e de pessoas diferentes, sou um expert em iniciações. Já vi muita gente rir e também muitas outras chorarem, mas o que mais vi foram beijos. Mulher com mulher, mulher com homem, homem com homem ou todos juntos. Sempre com uma felicidade contagiante, talvez nem todos, pois sempre havia um ou outro para estragar o momento alheio, fazendo com que este perdesse a mágica, ou também um bêbado que achava estar agradando. Tantas coisas aconteceram na minha volta ou em cima de mim que eu poderia escrever um livro inteiro, só de histórias. Muitos talvez tenham até medo de que um dia eu possa me revoltar por tanto terem derramado bebidas em mim -principalmente vinho, essas manchas custam a sair, sabiam?- ou terem me queimado com pontas de cigarro por estarem tontos demais para acertar o cinzeiro, e saia contando seus segredos e suas histórias mundo a fora. Tudo bem pessoal, podem relaxar, eu bem queria poder fazê-lo, mas sou apenas um sofá de bar.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Estar

Horas encarando a folha em branco, pensando em algo bom para te escrever, mas não consegui sair dessas três palavras: Sinto tua falta.
Eu sinto tanto a tua falta, e tu nem sabe.. Porque tu estas aqui sempre, mas também sempre tão distante que parece nem estar. E esse teu estar sem estar é que me machuca. Me lembro da época em que realmente estavas, todos os dias, todas as horas, comigo.
Me dá um aperto no peito, um nó na garganta e, sem que eu possa impedir, uma lágrima escorre pelo meu rosto. Duas, três, várias.. Molho o travesseiro, mas sossego meu coração. Meu coração amargurado, saudoso e estúpido, mas que nunca vai esquecer de quando tu realmente estavas aqui.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Duas metades

Não precisava mais escrever seus textos para se sentir inteira, tinha encontrado sua outra metade na vida real. Seus sonhos finalmente haviam se tornado realidade, ela estava completa de novo. Ela não era mais apenas ela. Ela agora tinha ele. Ela agora era eles. Eles eram uma mistura de “Eduardo e Mônica” do Legião Urbana com “Vem Cá” do Shawlin. Ela não se importava com a diferença de idade ou da realidade que viviam, tampouco se deixava abalar pela distância que havia entre eles, ou pelas pessoas que desejavam seu mal. Dessa vez ela sabia que era muito mais forte do que qualquer empecilho que surgisse em seu caminho. Finalmente havia se encontrado em outra pessoa, como jamais conseguira antes. Ela era eu. E eu era ela. E ele? Ah... Ele era apenas quem tinha novamente dado vida para ela. Para mim. Para nós. <|3

terça-feira, 19 de junho de 2012

Lágrimas

Tenho chorado
E chorado
Chorado sem cansar
Chorado todos os dias
Chorado como se as lágrimas fossem trazer 
a solução dos meus problemas
Como se elas fossem te trazer de volta
Te trazer de volta para mim
Trazer de volta o que um dia foi meu
O que um dia só a mim pertenceu
E eu não dei valor
Perdi
Te perdi


Lágrimas, tragam de volta o meu amor 
para que possamos de novo viver felizes 
e sem dor
Só nós dois
Nós 
e o amor

Amizade é TUDO

Ontem de noite fiquei pensando nas coisas, na vida, e dormi chorando. Eu não lembro -adoro esses probleminha de memória-  se eu já agradeci vocês por terem cuidado de mim quando eu tive a minha primeira convulsão... Então eu queria agradecer... Não só por isso, mas por estarem sempre comigo, na boa ou na ruim, porque é bem como dizem, quando tu tá na pior é que tu vê quem são os teus verdadeiros amigos. Muitos sequer perguntaram o que tinha acontecido comigo, ou, depois de um tempo, se eu estava melhor. Mas vocês não, vocês estiveram lá, comigo, sempre! Eu tenho o maior orgulho de chamar vocês de meus melhores amigos. Com vocês a minha vida fica mais fácil, as festas são as melhores, os encontros são os mais divertidos, os desabafos e os conselhos são os que mais fazem bem... Enfim, tudo com vocês fica mais bonito, mais leve. Então eu queria agradecer por todas as coisas que vocês já fizeram por mim, e dizer que não importa que de vez em quando a gente se desentenda ou se irrite uns com os outros, porque a nossa amizade é maior do que tudo isso e eu sei que ela pode superar esses empecilhos. Só queria que vocês soubessem que eu amo vocês with aaaaaaaaaaall my heart, e não trocaria vocês por nada desse mundo -e nem de outro- meus lindos <3
Para Cássia, Érica, Nicoline, Juliana, Bira, Betina, Valadão, Maria Carolina, Zauk, Miguel.
Para os que estavam comigo no dia do acontecimento, e aqueles que estão comigo sempre.

Coração amassado

Uma folha amassada pode nunca mais voltar a ser a mesma, mas isso não quer dizer que ela não possa ser reutilizada. Ainda é possível escrever nela uma história, a história mais linda. Pode-se fazer nela um desenho, um desenho de um mundo feliz. Ou então pintar um coração, que mesmo amassado e incompleto estará cheio de amor, procurando outro coração amassado que o complete. E assim haverá amor, eu e você, dois corações.

Alianças

Quero um anel
Na outra mão
Um anel
Um coração
Amor fantasiado de jóia

Dilema

Me olho constantemente no espelho, para ter certeza que não sumi. E esta certeza incerta é o que me mantem viva, é o que me prende aqui. Uns dias me trazendo alegria e nos outros desejando que tudo não passasse de uma mentira. Desejando que de fato não me deixassem existir. Era o grande dilema de minha vida: estar aqui mas querer sumir e depois de feito, querer voltar a existir.

Tempo

Olho para o relógio
Passou
Um minuto, um mês, um ano
Uma vida
Passaram dores, cores, amores
Passou a vida
E o que restou?

E o que restou?
Restou o pó, restou carcaça
O que num segundo se fez
No outro virou fumaça
Morreu
Foi
Acabou

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Bee


Então, MINHA Bee, eu queria dizer que tu é muito especial pra mim, tu é aquela amiga-irmã sabe? Que tá ali pra TUDO mesmo, que eu sei que não importam as consequências, tu vai estar lá para me ajudar. Tu sempre me aconselha, me xinga, me faz rir, me escuta... Porque afinal, amizade não é só aquela coisinha bonitinha né! Tem que ter aquele momento em que um dá uns toques no outro, fazendo-o escutar coisas que não quer.. Lembro de quando eu te contava das merdas que eu tinha feito e tava toda arrependida, chorando, e tu, em vez de passar a mão na minha cabeça e me consolar, ia lá, e me xingava, me fazendo parar de me sentir mal e ficar de mimimi, pra realmente pensar no que eu estava fazendo da minha vida.. E foi assim que tu me conquistou, chamou minha atenção, se fez diferente no meio de tantos outros amigos meus...
Eu sei que por menos que a gente se veja, eu vou poder contar SEMPRE contigo, e que quando eu tiver algum problema é só eu te mandar uma mensagem, ou te ligar, que tu vai estar pronta para me ajudar... Eu até já comentei isso com o Miguel uma vez, que se eu "sobrevivi" ao ano passado, foi porque tu e ele (sem diminuir nenhum dos meus outros amigos, mas o Miguel e a Bee foram os que mais me escutaram chorando e reclamando da vida ano passado) me deram suporte o suficiente para que isso acontecesse. Vocês sempre estiveram do meu lado quando eu mais precisei, me colocaram para cima quando eu estava mal, me escutaram quando eu precisava desabafar... E tu, Bee, principalmente tu, estava sempre lá para ter aquelas conversas quilométricas comigo, as quais só tu sabia ter... Isso tudo fez tão bem para mim, que repito, se não fosse, em grande parte, por tua causa, eu ainda estaria lá, chorando sem saber o que fazer da minha vida... Mas não, tu me fez enfrentar meus medos, enfrentar o meu passado e me ajudou a ser quem eu sou hoje... Por isso, eu só tenho a te agradecer, por tudo que tu sempre fez e ainda faz por mim.
E saiba, minha linda, que eu vou estar sempre aqui para retribuir toda a força, conselhos e principalmente toda a amizade que tu me deu. Porque eu te amo MUUUUITO minha pequena, e nunca vou esquecer o que tu foi (e ainda é) para mim. Amiga, tu é única, e eu não quero te perder jamais! Obrigada por TUDO meu anjo! ♥

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos namorados

Pensei em várias coisas para postar, várias frases, vários pensamentos e etc sobre esse dia, o tão esperado por todos os casais, sim, o dia dos namorados. Todas as palavras que eu pensei em postar, óbvio, eram de uma solteira frustrada, mas decidi que eu não ia postar nada, porque tudo se resume em: Feliz dia dos namorados, pra quem tem um/a.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ah, o amor

E depois me diziam que a minha vida na noite é que iria acabar comigo... Mas o que realmente acabou comigo foi o amor, não foram os cigarros, nem as drogas, tampouco o álcool... Foi o amor, aquele sentimento ridículo me destruiu aos poucos, roubou cada sonho meu, estilhaçou cada pedaço de esperança que eu tinha e me deixou aqui, sem nada.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Viva!

Sempre achei que fosse bobagem aquele papo de que tu começa a ver a vida com outros olhos depois de uma experiência de quase morte, até acontecer comigo. Mudei totalmente o meu pensamento sobre o assunto... Até por que a gente nunca acha que algo de ruim vai acontecer com a gente, só com os outros... Só que não somos super-heróis ou algo do gênero, o mal também nos atinge. Depois de ter duas convulsões passei a pensar de forma diferente e dar valor para coisas que antes não dava. Vários "e se" passaram pela minha mente. E se eu estivesse sozinha? E se ninguém tivesse me ajudado? E se fosse algo mais sério? E se realmente for algo mais sério que ainda não descobrimos? E se eu morrer, ou tivesse morrido? Eu não teria feito nem falado metade das coisas que eu tinha para fazer ou falar. Imagina morrer sem dizer sequer um ultimo 'eu te amo' para teus pais, avós, tios ou outros familiares? Sem dizer para os teus amigos o quanto eles foram importantes para ti quando tudo parecia perdido, mas eles ficaram do teu lado, te dando forças para continuar? Ou então sem se declarar para aquela pessoa que você sempre sonhou mas nunca conseguiu criar coragem? É... A gente passa a dar valor para qualquer momento bobo, qualquer abraço, qualquer sorriso, qualquer palavra amiga, porque sabemos que tem possibilidade de ser a ultima vez que isso vai acontece. Paramos, por vezes, de nos privar de coisas que antes nos privávamos, talvez por medo, ou por receio. Começamos a entender porque as pessoas sempre diziam "Deixe sempre as pessoas que você ama com palavras bonitas" ou "Viva cada dia como se fosse o ultimo", porque é exatamente isso que deve ser feito. Além disso, nunca podemos deixar de fazer ou dizer coisas que queremos, porque talvez essa seja a nossa ultima oportunidade. Por isso VIVA... A vida é uma só, e nunca sabemos quando será nosso ultimo dia.

sábado, 2 de junho de 2012

Felicidade

Depois de um tempo a gente passa a ser feliz vendo a felicidade alheia, justamente por não conseguir alcançar a nossa própria. Não é a primeira vez que isso acontece comigo, já tinha aprendido por vezes a fazer isso no passado, apenas havia desacostumado a fazê-lo, pois havia -finalmente- conquistado a minha tão esperada felicidade. Porém, como nem tudo é perfeito ou dura pra sempre, acabou, minha felicidade foi embora, eu a deixei escapar. E se não bastasse a minha felicidade ter ido embora, a tristeza rondava minha vida -nossa vida- e me fazia sentir cada vez mais miserável, tanto por ver outras pessoas vivendo felizes quanto por ver outra em um estado tão deprimente quanto o meu. Mas, como já cantava Marisa Monte, "Quero que você seja feliz, eu vou conseguir também depois", o que importava -e ainda importa- para mim era a sua felicidade. Se você estiver feliz, eu estarei feliz, independente da situação.

domingo, 27 de maio de 2012

Guilty

Eu não me permitia ficar triste por algo que eu mesma tinha causado, uma dor que eu tinha provocado à mim mesma. Mas nos últimos tempos, desde que voltasses a ser presente nos meus dias - a maioria deles apenas por meus pensamentos -, a situação havia fugido do meu controle. A dor do erro, do arrependimento me acompanhava aonde quer que eu fosse. Uma ferida tinha sido novamente aberta em meu peito, e meus olhos se enchiam de lágrimas apenas ao lembrar do seu rosto. <|3

sábado, 28 de abril de 2012

Erros

Todo mundo erra. Não diferente, eu errei. Errei em diversas situações, mas a que me recordo agora, é que eu poderia ter te dado mais tempo, então talvez tudo fosse diferente... Mas não, eu sempre afoita e com um certo medo de meus próprios sentimentos talvez tenha estragado tudo... Agora é tarde para me lamentar e chorar, o passado não volta, e eu deveria saber que você não ia me querer para sempre. <|3

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Solidão

O que eu queria era poder estar sozinha de novo, eu tinha me acostumado com o vazio, eu sabia lidar com a solidão. Mas agora, quando eu mais preciso de um espaço, vem alguém para me fazer companhia. Se fosse uma companhia saudável ainda, mas não, quando vem é para machucar. Não podem me ver bem, que já querem vir incomodar. Eu gostava da solidão, ela nunca me julgou, incomodou, indagou, e o mais importante, nunca me abandonou… Porque motivos eu reclamaria dela? (antigo)

Medo

Ultimamente me falta inspiração, falta forças para continuar. Algo tomou conta de mim, dominou meus pensamentos. Medo. Medo de saber que este ano um ciclo termina e outro inicia - ou assim deveria ser. Olho ao meu redor, vejo que o medo está presente em cada rosto que passa por mim. A angústia de ter um futuro incerto invade todos, que, mesmo sem destino, continuam a caminhar, deixando a vida os guiar. (antigo)

Need

Foi logo de cara, uma atração forte, não sei como, não sei porque, simplesmente aconteceu, e agora não tenho mais como fugir. Foi tudo tão rápido, me pegou desprevinida, em um momento de fraqueza, quando minha armadura não estava posta. Espero que contigo dê tudo certo, que tu seja quem eu realmente preciso. (antigo)

domingo, 15 de abril de 2012

Conversas..

A: Nada dura pra sempre Melissa, nem mesmo o sentimento mais sincero.

M: Eu sei, mas assim ando me sentindo tão vazia... Sem esse amor, que sempre esteve comigo nos ultimos 5 anos, e que embora me fizesse sofrer, me completava, me fazia inteira.

A: Acontece Mel.. Como eu disse, nada dura pra sempre.

M: Espero que assim eu consiga viver feliz, livre. Por mais que agora esteja parecendo o fim do mundo ter essa sensação de vazio, acho que com o passar do tempo eu posso me adaptar. E até quero, de novo, me acostumar a viver sozinha, saber de novo conviver com a solidão.

A: Não precisa ser sozinha Mel, sempre vai ter alguém do teu lado, sempre vai ter alguém querendo te amar.

M: Eu não quero que me amem, eu prefiro até que não me amem, porque eu sei que não vou conseguir corresponder esse sentimento.

A: Tu pensa que não vai poder, porque sempre esteve presa ao Thomaz, e ao sentimento que tinhas por ele.

M: Não Augusto, eu não vou poder porque eu não quero. Não quero me envolver com mais ninguém por um tempo. Quero poder pensar em mim, me sentir completa apenas com a minha presença.

A: Tu sabe o que é melhor pra ti... Sempre soubesses, então não vou discordar.

M: Só quero um tempo pra mim, depois de tê-lo e conseguir o que quero, vou estar pronta para me envolver de novo.

A: Conseguir o que quer? Como assim?

M: São coisas minhas comigo mesmo, não posso te contar Guto.. Por mais que sejas meu melhor amigo, esse é um segredo que tenho que guardar para mim.

A: Tudo bem Mel, eu vou te apoiar em qualquer decisão, e vou estar do teu lado sempre que tu precisar.

M: Obrigado meu amor, é muito importante pra mim.

Aquele lugar

E foi pensando em ti que eu fui parar naquele lugar, no qual a gente se conheceu. Ainda posso, quando vou lá, sentir sua presença, seu cheiro e até seu toque, se paro para nem que seja imaginar o seu abraço... Consigo te sentir lá, de tão forte que são minhas memórias. Escuto sua voz, me lembro exatamente de cada detalhe daquele dia, pareço até conseguir voltar no tempo, pela minha simples imaginação.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Hipóteses

Quando ficava na varanda de sua casa à noite, Melissa sempre pensava sobre o amor, sobre seu amor.

"Dizem que não daria certo entre nós por causa da distância, por estarmos indo pra faculdades diferentes, em cidades diferentes... Mas eu discordo.. A distância apenas nos ajudaria... Nunca fomos muito apegados, nem faria nosso estilo ser daqueles casais que vivem grudados, muito pelo contrário, sempre fomos muito soltos e zelamos pela nossa liberdade, pelo nosso espaço. Além disso, são apenas algumas horas que irão nos separar, sendo assim, toda vez que a saudade apertasse, poderíamos fazer uma visita um ao outro. Isso tudo, é claro, se você me amasse... Seríamos felizes, eu sei que seríamos. Eu seria o melhor para ti, me esforçaria para tentar ser a pessoa que tu sempre quis.. E tu, nada precisarias fazer, sempre fosses quem me completa, quem me faz feliz, a pessoa certa para mim."

Mas ela sabia que esse amor era impossível, que Thomaz nunca mais olhara ela com os mesmos olhos, e talvez nunca mais tornasse a olhar.

Desejos

Não sentia falta de uma pessoa em especial, sentia era a falta da presença de alguém, um abraço para lhe envolver, uma boca para lhe beijar. Queria alguém que lhe desse carinho, alguém que soubesse lhe amar. Almejava o amor de uma forma inexplicável, e não apenas o carnal, e sim o amor de corpo e alma, amor verdadeiro.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Perfil

Ela nascera na primavera, estação na qual as flores desabrocham e dão lugar a uma paisagem alegre e colorida, desde muito pequena fora amada e ensinada pelos seus pais, com os quais vive até hoje em dia. Sempre fora quietinha, nunca deu trabalho para sua família, não gostava de incomodar ou criar confusão. À medida que foi crescendo, foi criando uma personalidade forte, fez amigos, talvez alguns inimigos, e seguiu seu caminho, deixando de ser aquela menininha insegura, para ser uma mulher forte, honrando o significado de seu nome, Andressa.
Nunca fora de pertencer a um grupo grande de amigos, mas sempre soube valorizar os poucos e verdadeiros, os quais nunca a deixaram na mão, independente da situação em que se encontrasse. Como qualquer adolescente que se preze, gostava muito de sair, passear, viajar, descobrir novos lugares, novas pessoas, novas sensações. Mesmo muito nova, já sofrera por amor, ou ao menos pelo que considerava ser o amor. Sua maior paixão era a música, não passava um dia sem escutar uma canção sequer, porque a música lhe acalmava, lhe trazia a paz e a força necessárias para enfrentar cada dificuldade que surgisse.
Era muito tímida, envergonhada, às vezes até um pouco insegura. Escrevia textos para aliviar a dor, para desabafar, ou simplesmente por ter uma vontade insana de escrever, muitas vezes maior do que ela poderia imaginar ou suportar. Hoje já é mais segura de si, e cada dia tem mais certeza de que está no caminho certo para alcançar seus objetivos. Sabe que será capaz de vencer qualquer obstáculo que aparecer em seu caminho, pois tem garra o suficiente para seguir em frente e nunca deixar de lutar pelos seus ideais.

Trabalho de Estudos Literários I - Jornalismo.

Pequena

Vem pequena, eu prometo que vou cuidar de ti, prometo que vou te proteger. Então olha no meu olho e promete que me cuida também, que se preocupa comigo, que também me quer. O meu coração pertence só a ti, pequena, tu és a dona dos meus pensamentos e a cada respiração solto um suspiro de amor por ti. Lembrar teu beijo faz acelerar meu coração e revela em mim uma vontade insana de poder voltar àquele momento e fazê-lo eterno. Lembro que a luz da lua iluminava parcialmente teu rosto, a deixando ainda mais linda... [...] Nervosa e envergonhada, sem saber o que dizer ou como agir, me encantava, te deixava cada vez mais meiga... E meu desejo mais profundo naquele momento era poder te ter para mim, e só para mim.

-se quiser o texto completo é só pedir-

Declarações

Melissa estava em um canto da festa sozinha, chorando, quando Thomaz se aproximou e sentou ao seu lado.
T: Tá tudo bem contigo Mel?
M: Eu só... Tô triste...
Thomaz a abraçou enquanto ela colocava sua cabeça no ombro dele.
T: Não chora.. Quer conversar sobre isso?
M: Não... Não contigo... Não daria, eu não conseguiria, desculpa.
T: Tudo bem...
Dizendo isso Thomaz deu um forte abraço nela e afastou-se. Passando por Diego, apontou para onde ela estava e seguiu seu caminho de volta para a festa. Seguindo o conselho que Thomaz havia lhe dado, Diego foi conversar com Melissa.
D: Mel linda, o que houve contigo?
M: ...
D: Tu tá bem? Quer desabafar? Eu estou aqui e só quero te ajudar, não quero te ver chorando enquanto todos aproveitam a festa...
M: Di, seja sincero comigo, tu já amou e não foi amado de volta? Amor de verdade, daquele que dói só de pensar na pessoa? Principalmente quando tu pensa que ela vive bem sem ti, que ela tá feliz... E que talvez ela nunca entenda, ou talvez nunca saiba o quanto tu sofreu e sofre por ela?
D: Quem tu tanto ama? Por quem tu tanto sofre, Melissa?
M: ...
D: Tá tudo bem Mel, vem cá.
Nesse instante Diego abraçou Melissa, que começou a chorar cada vez mais em seu ombro, e em meio à soluços declarou todo seu sentimento.
M: Eu amo o Thomaz, Diego, eu simplesmente amo esse imprestável e idiota do Thomaz! Com todas as minhas forças, com todo o meu coração... Faz 5 anos que eu o amo! Tu tens noção do quanto isso machuca? Do quanto me dói olhar para ele e saber que nunca vai acontecer algo entre nós? Que ele sequer pensa em mim como algo mais do que uma amiga, se é que ainda pensa em mim como uma amiga?
D: ...
M: Ele foi a pessoa que eu mais amei até hoje... Na verdade, foi a única pessoa que eu realmente amei... E ainda amo... Mas tudo bem, a gente não pode forçar alguém a nos amar, e tampouco eu gostaria de um amor forçado... Gostaria mesmo era conseguir esquecer ele, mas toda a vez que eu tentei, foi inútil, não consegui... E sabe, por causa desse amor é que eu me tornei essa pessoa destrutiva que sou hoje, passei a me envolver com pessoas erradas, tomei atitudes erradas, me tornei alguém que eu não era, alguém que eu nunca imaginei que pudesse ser. E o pior de tudo foi que no caminho, além de me machucar, acabei por machucar também pessoas que só queriam o meu bem... Eu não quero mais isso para mim, eu não quero mais fazer tudo errado, eu não quero mais sofrer, eu cansei de chorar Di! Só que eu não consigo, eu simplesmente não consigo ajeitar a minha vida sem ele aqui, do meu lado, me amando.

domingo, 4 de março de 2012

Caio Fernando Abreu

"Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."

Achei tão lindo esse, que tive que postar aqui também.. Embora a proposta fosse postar apenas textos meus...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Os três

Fazem três anos que eu conheci -ou no caso, comecei a falar- com esses três. No início tudo era fácil, as conversas fluíam, a amizade só crescia e a vontade de se conhecer também. Mas passado algum tempo tudo ficou torto e errado, a amizade já não era a mesma, as conversas eram escassas e tudo foi ficando cada vez mais distante, até praticamente não existir mais. Por quase um ano ficamos sem contato algum, mas por um acaso do destino, voltamos a ter contato, e o ciclo recomeçou, conversas, amizade, tudo. E novamente, como no ciclo, algumas coisas ficaram tortas e erradas com algumas pessoas. Até que hoje, tudo está perfeito de novo, finalmente, depois de tantos meses tentando fazer com que tudo desse certo. E eles são os três que eu jamais vou trocar.. Não importa quantos outros passem na minha vida, quantos outros lourencianos eu conheça.. Esses três vão ser sempre os principais, os mais importantes e mais amados por mim. Estarão sempre no meu coração e na minha memória. Guilherme Freitas, Jadiel Jeske e Lucas Hax, serão sempre os três. ♥

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

First

Acho que o meu maior problema é sentir saudade de coisas que não aconteceram, falta do que nunca existiu e talvez nunca aconteça ou exista. É aquela nostalgia dos pequenos momentos que apenas por ser contigo, para mim foram grandes e inesquecíveis. Todo e qualquer instante que passei ao teu lado foi mágico... Até porque foram raros, e é exatamente por terem sido tão raros que eu dei valor a cada segundo deles. Nunca sabia quando seria a próxima vez que eu te veria, então aproveitava cada momento como se fosse o último. Ainda faço isso hoje em dia, mas com menor intensidade.. As coisas mudaram, o sentimento mudou, e o que era amor virou carinho, afeto e amizade, mas nunca conseguirei te esquecer completamente, porque amor não se esquece, não se apaga, não morre, amor se transforma. E levarei comigo cada momento que passei contigo, na minha memória e no meu coração. Meu eterno primeiro -e único- amor.

I believe

Acredito que um dia AS PESSOAS aprendam a amar AS PESSOAS independente de cor, sexo, raça ou credo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Decisões 3

Havia chegado a hora, Melissa iria tomar talvez a decisão mais difícil dos últimos tempos naquela tarde. Haviam combinado de se encontrar no parque, o mesmo em que haviam tido inúmeros momentos bons, ela, Sophie e Elliot. Chegou atrasada, como era de costume, com os olhos vermelhos e inchados, sinal de que havia passado a noite em claro. Cumprimentaram-se rapidamente e Melissa pôs-se a falar.
M: Eu chamei vocês aqui hoje com um motivo, e vocês já devemm saber qual é..
S: -resmungos-
M: Eu queria também que vocês só me escutassem, e não me interrompessem, tá bem?
S/E: Uhum..
M: Eu tomei a minha decisão como vocês tinham me pedido. E decidi que não posso ter um relacionamento com nenhum dos dois.. Não é por mal, eu amo vocês, mas eu realmente não sou boa com relacionamentos, com pessoas, com compromissos. Eu sou uma pessoa muito solta, muito livre, e caso tivesse algo sério com algum de vocês, acabaria por machucá-los e em hipótese alguma é isso que eu quero, então antes de machucar vocês, de verdade, eu prefiro não criar laços muito fortes.. Vocês dois merecem alguém que os ame por inteiro e que consiga ser o melhor para vocês.. Eu não sou essa pessoa, gostaria de ser, mas infelizmente não sou.. Então, apenas o que me resta é pedir desculpa por ter os colocado nessa situação e que também vocês nunca me esqueçam ou deixem de falar comigo, eu não suportaria a ideia de perdê-los totalmente. Eu gosto muito de vocês, e talvez vocês nem imaginem o quanto está doendo em mim fazer isso, simplesmente por me importar demais com vocês...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Decisões 2

A casa onde acontecia a festa era enorme, tinha um quintal com um gramado impecável na frente e uma piscina imensa nos fundos. Chegara mais atrasada do que de costume, pois queria adiar ao máximo suas decisões, mesmo sabendo que era inútil e que tudo se resolveria nesta noite. Entrando na casa avistou muitos de seus amigos já bêbados, embora tenha tentado se divertir ao juntar-se a eles, não conseguiu, seus olhos procuravam apenas duas pessoas. Após alguns copos, resolveu vasculhar a festa toda atrás de seus amores, e ao ir para os fundos da casa achou quem tanto procurava. Todavia não era bem o que esperava, seus olhos primeiramente encontraram Sophie, que estava dando abraços calorosos e trocando visíveis demonstrações de afeto com Alex, seu ex-namorado. Já quando olhou para o lado oposto da piscina avistou Elliot, isolado, sentado num degrau com uma garrafa de vodka na mão. Resolveu passar ao lado de Sophie, apenas para analisar sua reação quando soubesse que Melissa havia visto tudo. Após fazê-lo e chegar ao local onde Elliot se encontrava, percebeu que Sophie não havia dado a mínima atenção para a sua presença, estava distraída demais. Sentou-se ao lado de seu outro amor e ali passou o resto da festa inteira, bebendo, conversando e matando a saudade que estava do beijo e dos carinhos de Elliot.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Decisões

Ela odiava a maneira como todos as olhavam ao andarem de mãos dadas, não entendia porque uma simples demonstração de afeto atraia tanto a atenção de desconhecidos.

M: Eu passo mais tarde na tua casa para te buscar, tá bem?
S: Acho melhor nos encontrarmos na festa..
M: Mas... Porque?
S: Não quero que meus pais me vejam contigo..
M Tu ainda não contou para eles?
S: Eu ia, mas..
M: Droga, Sophie! Quando que tu vai parar de ter medo deles e assumir nossa relação?
S: Eu não sei Mel, eu preciso ter certeza..
M: Certeza do que?
S: Certeza se é isso que eu quero para mim..
M: Como assim?
S: Esse lance de você ter a mim e ao Elliot, e de você não conseguir escolher com qual quer realmente ficar.. Eu não consigo viver assim..
M: Eu amo vocês, não tenho como escolher porque são amores diferentes, mas ambos intensos.. Achei que tu já tinha entendido isso, visto que também tinhas outra pessoa.
S: Sim Melissa, mas eu não tenho mais, justamente por isso.. E ter que te dividir com o Elliot já está me matando, e sei que está matando a ele também, pois veio me falar outro dia sobre isso..
M: ...
S: Por favor, se tu realmente nos ama, escolha apenas um de nós.. Vai ser melhor.. Para todos.
M: Eu.. Eu preciso ir para casa.. Hoje de noite nos falamos melhor..

Mil pensamentos ocupavam a cabeça de Melissa naquele momento. O que faria agora? Como seria capaz de escolher entre as duas pessoas que mais tinha amado em sua vida? Ela sabia que essa hora ia chegar, mas nunca imaginou que seria tão cedo..

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

War

Sempre me disseram para não reclamar de barriga cheia, mas é normal do ser humano nunca estar satisfeito com sua condição atual, e eu, como bom exemplo de ser humano, não sou diferente. Reclamar se tornou algo constante com a vinda de 2012, os problemas que antes eram pequenos cresceram e se intensificaram com uma velocidade inimaginável, e tudo o que era para ser simples passou a ser complicado. Cada discussão, uma guerra, demonstrações de afeto tornaram-se raras, tudo ficou torto, errado, fora do lugar e então o caos tomou conta de cada um de nós. Estávamos tão cheios e enjoados um dos outros que não havia mais espaço para a paz, para a compreensão, para o amor. Ninguém sabia o que esperar nem como essa história iria terminar, se é que terminaria, a única coisa que podiam fazer era torcer para que logo tudo tivesse um fim. E que, quando isso acabasse de fato, todos saíssem vivos e com a capacidade de amar e de perdoar ainda presente em seus corpos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nelma

Se a vida é uma peça de teatro e nós somos as personagens, eu diria que a minha empregada doméstica representou muitos papéis além do que lhe foi imposto. Foi empregada, amiga, conselheira, educadora e em grande parte do tempo MÃE.
Em dez anos de convivência muita coisa pode acontecer, muita coisa pode mudar, mas o amor, esse nunca mudou, nem nunca irá mudar. É verdadeiro esse amor, e o que é verdadeiro permanece, ultrapassando as barreiras do tempo.
Nelma, obrigada por tudo o que tu sempre fez pela gente, e vai continuar fazendo mesmo que distante.
A gente te ama muito ♥

domingo, 1 de janeiro de 2012

Encontro

Estava passeando pelo centro da cidade, quando ocasionalmente a encontra, após cumprimentarem-se resolve fazer uma confissão.

M: Eu sempre te quis.
C: Porque nunca me disse?
M: A vida me impedia, e ainda impede.
C: Mas..
M: Eu tive minha oportunidade de te ter, e a perdi, seguimos caminhos diferentes e hoje você já encontrou alguém que te faz feliz, assim como eu também encontrei.
C: É verdade..
M: Mas nunca deixarei morrer o meu desejo por ti.
C: Err.. Digo o mesmo.
M: Cassie, You'll always be the first. Lembre-se disso, sempre.

Após o pequeno diálogo, Melissa sai às pressas, deixando a conversa no ar, para que ela e Cassie pudessem pensar e refletir sobre as palavras ditas.
© Last Resort
Maira Gall