quarta-feira, 22 de junho de 2011
Nostalgia
Olho para as letras pretas no papel amarelado, elas se misturam, se confudem, me deixam tonta. Pego um cigarro, acendo-o. Minutos depois volto a ler aquela velha carta, que ainda me faz mergulhar em um mar de sentimentos ruins. Lembro-me de como foi quando você partiu, a dor, o sofrimento, a angústia de estar perdendo um amor verdadeiro. Começo a sentir aquele aperto no peito, que acontece sempre que leio este pedaço de papel. Noto que meu cigarro acabou, acendo outro em seguida - ah, como isso me acalma - e volto a ler. Mesmo depois de anos, você continua presente nos meus pensamentos, fazendo lembrar de como era bom estar contigo, o quanto eu me sentia viva ao seu lado. Agora, tudo o que me resta é este amarelado pedaço de papel, que guardo em meu diário como prova de que você existiu, de que esteve aqui, de que tudo foi real um dia. O cigarro começa a queimar meus dedos - droga, mais um maço acabou - e lágrimas escorrem pela minha face. De nada adianta chorar, não irá trazer você de volta, apenas fará você continuar vivo em meus pensamentos, em meu coração.
Fuckin' Everything
Festas tumultuadas, pessoas aceleradas, movimentos arritmados. Vícios insaciáveis, momentos indescritíveis.
Agora as festas de horas parecem durar poucos minutos, todo mundo enlouquecido, sem pensar no que estão fazendo, apenas fazendo, e isso basta. Coisas sem sentido acontecendo por todos os lados, tudo o que falaram que era proibido. Sem regras, sem leis, apenas vivendo os momentos, acontecimentos simples se tornando algo incrível. Um bando de sem noção reunidos, curtindo a vida ao máximo, no limite. Alucinados, adoidados e muito, mas muito, adulterados.
Agora as festas de horas parecem durar poucos minutos, todo mundo enlouquecido, sem pensar no que estão fazendo, apenas fazendo, e isso basta. Coisas sem sentido acontecendo por todos os lados, tudo o que falaram que era proibido. Sem regras, sem leis, apenas vivendo os momentos, acontecimentos simples se tornando algo incrível. Um bando de sem noção reunidos, curtindo a vida ao máximo, no limite. Alucinados, adoidados e muito, mas muito, adulterados.
Escassez
E qualquer coisa já me servia. Um pingo de amor, míseros abraços ou até segundos do seu beijo. A falta era tanta que eu me contentava com o pouco, com o mínimo.
Introducing
Nunca sei como começar alguma coisa... Seja um blog, um relacionamento, uma redação, um texto, uma amizade, um trabalho... Nunca sei como começar nada, sou um erro. Todavia, depois que as coisas começam a desenrolar, elas fluem naturalmente, de uma forma com que eu nunca esperaria...Começos geralmente são difíceis para pessoas pessimistas como eu, porque sempre penso no final, em como tudo vai terminar e o quanto eu vou me machucar, optando muitas vezes por nem começar... Tento não me apegar às pessoas pelo mesmo motivo, porque sei que no final, vou acabar perdendo-as, e quanto menos me aproximar de tais, menos sofrerei depois com sua perda... É uma maneira de auto-proteção, mas às vezes acabo perdendo oportunidades únicas... Mais difíceis do que os começos, somente os finais... Quais sempre deixam aquele gostinho de 'quero mais', aquela impressão de que nada deveria terminar, que tudo deveria ser eterno... Mas é como dizem "tudo que começa, tem um fim".
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