quarta-feira, 22 de junho de 2011
Nostalgia
Olho para as letras pretas no papel amarelado, elas se misturam, se confudem, me deixam tonta. Pego um cigarro, acendo-o. Minutos depois volto a ler aquela velha carta, que ainda me faz mergulhar em um mar de sentimentos ruins. Lembro-me de como foi quando você partiu, a dor, o sofrimento, a angústia de estar perdendo um amor verdadeiro. Começo a sentir aquele aperto no peito, que acontece sempre que leio este pedaço de papel. Noto que meu cigarro acabou, acendo outro em seguida - ah, como isso me acalma - e volto a ler. Mesmo depois de anos, você continua presente nos meus pensamentos, fazendo lembrar de como era bom estar contigo, o quanto eu me sentia viva ao seu lado. Agora, tudo o que me resta é este amarelado pedaço de papel, que guardo em meu diário como prova de que você existiu, de que esteve aqui, de que tudo foi real um dia. O cigarro começa a queimar meus dedos - droga, mais um maço acabou - e lágrimas escorrem pela minha face. De nada adianta chorar, não irá trazer você de volta, apenas fará você continuar vivo em meus pensamentos, em meu coração.
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