Enfim eles se abraçaram de verdade. Depois de meses. Ela não
entendia como poderia gostar tanto de um abraço, mas gostava. Era tão
reconfortante estar nos braços dele e se sentia tão em paz que queria ficar lá
para sempre. Era o encaixe ideal, ela cabia perfeitamente no seu abraço.
Lembrou-se de quando seu primeiro melhor amigo lhe envolvia nos braços, a
segurança que sentia neste era semelhante a de anos atrás, semelhante a daquele
abraço que nunca mais havia sentido. Durante os minutos em que se abraçaram ela
fechou os olhos e fez um pedido. Mesmo que não fosse crente em religiões,
milagres ou coisa que o valha. Mas ela acreditava em destino. E se este o havia
colocado em seu caminho, deveria ser por algum motivo. Talvez fosse apenas
ensinamento, e se assim fosse, logo ele seguiria seu caminho para um lado
diferente do dela, pois de aprendizados ela já estava cheia, ainda mais com ele
e tudo que lhe envolvia. Por outro lado, não queria perder para sempre aquele
abraço. Já havia perdido coisas demais nos últimos tempos. Seu pensamento
girava em torno de uma só questão: Valeria a pena lutar por esse abraço?
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