quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Andressa Machado

Ora, por que teria ruborizado? Se não fosse para querer dizer sim? Em quantas anda tua ira, teu desejo indecente? Não sabes tu da necessidade que não é carne? Se sabes, me diga, pois quero descansar em teu seio. Quero entrar em teu corpo, me encontrar na tua cidade levemente construída sobre o mar
Aqui Vem chuva, antiquíssima e idêntica, vem vento minuano, vem umidade. Vem tudo quanto puder bater em tua janela a minha humana ladradura. Mais alto que um terraço, é o meu amor. A música dos teus olhos é trilha sonora da minha perdição. E O teu coração parece assustado, nervoso, até. Teria ele um veneno secreto, de vício imediato? Tenta-me a possibilidade... E em tua boca, O que guarda além da voz, o que recebe além do ar? Imagino-me partícula, a explorar o interior do teu sorriso, em detalhes científicos... Será possível imaginar a cor dos teus lençóis? Do teu rosto de dormir, de sonhar? Do teu sonho secreto? Voarei hoje pela tua janela, na maneira da fumaça: meu melhor incenso velando teu sono. E, pela cortina, irei te acariciar...

Gabriel Soares. Fugindo um pouco da proposta do blog, mas precisava postar esse presente que recebi há uns meses atrás... Poema feito pelo Gabriel Soares, que é lááá de Feliz/RS e nunca chegou a me conhecer pessoalmente...Porém sempre foi muito querido comigo desde que divulguei a banda dele (Oni) na Earworm -minha divulgação de bandas no facebook. Obrigada pelo presente :D

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